The Rasmus – Dark Matter: Após 5 anos, integrantes divulgam novo álbum no Brasil

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O vocalista Lauri Ylönen e o baterista Aki Hakala da banda The Rasmus estiveram no Brasil para a divulgação do novo CD do grupo Dark Matters e o Mundo Blá realizou uma entrevista exclusiva com os músicos.

O álbum será lançado em 6 de outubro, após um hiato de cinco anos sem novas músicas. O nome “Dark Matters”, segundo Lauri Ylönen, faz referência tanto aos mistérios da matéria escura que existe no espaço quanto aos sentimentos sombrios que cada um tem dentro de si.  Mas apesar desse conceito, algumas músicas tem uma sonoridade bem animada, caso de Silver Night. Lauri diz que a letra está ligada à sua mudança para os Estados Unidos, e à sensação de se estar perdido em uma cidade grande, como um lobo solitário em busca da sua matilha.

Quem quiser já pode conferir os clipes das músicas Paradise e Wonderman, e o vídeo com a letra de Silver Night. Wonderman é o vídeo mais recente do grupo, lançado no dia 26 de setembro, e faz parte da trilha sonora do filme finlandês The Rendel, com previsão de lançamento ainda em 2017 (clique aqui para assistir ao trailer), sobre um anti-herói chamado Rämö e sua sede de vingança contra uma enorme organização criminosa chamada VALA, responsável pela morte de sua esposa e filho. O personagem principal é inspirado nas histórias em quadrinhos de Jesse Haaja, que é o diretor do filme e do último clipe do The Rasmus. “Ao mesmo tempo em que nós estávamos escrevendo a música na Califórnia, esse cara estava fazendo o filme na Finlândia. E é quase a mesma historia. É muito legal que tenhamos nos encontrado”, afirma Lauri Ylönen.

Para o vocalista, tanto no cinema quanto na música, é muito importante que exista um pano de fundo real, o que justifica o seu gênero favorito do cinema: os documentários e filmes inspirados em histórias reais. “Assim como nos filmes, eu gosto que as músicas tenham histórias reais por trás. Isso porque talvez depois de 20 anos eu ainda vou continuar cantando essas músicas. Quando escrevi In the Shadows, eu estava me sentindo perdido, sem esperança, assustado, tudo isso, e eu ainda lembro daquele tempo. Era uma história real, lembro de mim em 1994, quando estava na escola, vivendo aquela vida de escola. Então é sempre inspirado em histórias reais”, diz Lauri.

A banda tem planos de vir ao Brasil para fazer apresentações do novo trabalho em meados de maio de 2018, para a alegria dos fãs que viram o grupo ao vivo pela última vez há 11 anos.

O nome das músicas de Dark Matters já foi divulgado:

  1. Paradise
  2. Something in the Dark
  3. Wonderman
  4. Nothing
  5. Empire
  6. Crystalline
  7. Black Days
  8. Silver Night
  9. Delirium
  10. Dragons into Dreams

Confira a entrevista completa que Lauri Ylönen e Aki Hakala deram ao Mundo Blá:

Vocês acabaram de lançar a música “Wonderman” (em 22 de setembro). Teve alguma experiência pessoal que inspirou a composição?

Lauri Ylönen: É sobre esse garoto que cria um alter ego para sobreviver em sua vida. Ele sofre bullying na escola e tem essa ideia, como um super-herói pessoal. Eu tive sentimentos similares quando era criança. Eu era um pouco diferente dos outros, mas me sentia forte ao fazer minhas coisas como, por exemplo, quando pintava meu cabelo de vermelho, azul ou verde. Eu tinha um poder com isso. É um tipo de defesa. Então sim, tem uma bagagem pessoal por trás dessa música.

Ainda sobre “Wonderman”, a música será trilha do filme “The Rendel”, que é um filme de super-herói.  Na opinião de vocês, como a música se relaciona com o tema do filme?

Lauri Ylönen: O filme tem quase a mesma história que a nossa música, e isso é muito estranho, porque a gente não sabia um do outro. Ao mesmo tempo em que nós estávamos escrevendo a música na Califórnia, esse cara (Jesse Haaja) estava fazendo o filme na Finlândia. E é quase a mesma historia. É muito legal que nos encontramos.

E já que estamos falando em cinema, qual gênero de filme vocês mais gostam?

Lauri Ylönen: Eu gosto de muitos filmes baseados em histórias reais, estilo documentário. Eu assisti recentemente, apesar de não ser o melhor, o filme The Founder (Fome de Poder), sobre o cara que teve a ideia de criar o McDonald’s, o que não é tão legal, mas de certa forma é interessante ver como tudo foi construído. Eu gosto desse tipo de filmes documentários

Aki Hakala: Meu filme favorito é The Game (Vidas em Jogo), com Michael Douglas, e assim, se você acha que não tem nada acontecendo na sua vida, você deve assistir esse filme.

Vocês têm planos de fazer uma turnê no Brasil em breve?

Aki Hakala: Sim, temos planos para o ano que vem , queremos vir em maio para a América Latina. É o que esperamos, mas ainda não sabemos. A última vez que tocamos aqui foi há 11 anos. É muito tempo para os fãs, temos que consertar isso.

Sobre o título do álbum “Dark Matters”, teria um duplo significado, tanto sobre a vastidão do desconhecido do espaço, e a profundidade das experiências pessoais que temos dentro de nós, que muitas vezes não queremos lidar?

Lauri Ylönen: Você definiu bem, tem a matéria escura astronômica, no espaço, que é mistério que ninguém sabe bem o que é. Eu acho isso muito fascinante, porque uma parte tão grande do universo é feita de algo desconhecido. Ao mesmo tempo, as letras e músicas do álbum também são “matérias escuras”, com um clima sombrio, então sim, tem um duplo significado.

Quais foram as influências para o novo álbum? Lauri, mudar para Los Angeles teve algum impacto nas suas composições?

Lauri Ylönen: Tiveram muitas mudanças na minha vida, na verdade em todas as nossas vidas, e isso sempre aparece nas músicas, especialmente nas letras, a partir de experiências pessoais. Assim como nos filmes, eu gosto que as músicas tenham histórias reais por trás. Isso porque talvez depois de 20 anos eu ainda vou continuar cantando essas músicas. Quando escrevi In the Shadows, eu estava me sentindo perdido, sem esperança, assustado, tudo isso, e eu ainda lembro daquele tempo. Era uma história real, lembro de mim em 1994, quando estava na escola, vivendo aquela vida de escola. Então é sempre inspirado em histórias reais.

E qual a história por trás de Silver Night?

Lauri Ylönen: Foi logo quando eu mudei para um novo país (EUA), e estava me sentindo pequeno e perdido em uma cidade grande. A música é sobre esse lobo fora da matilha, que está procurando os outros lobos que estão por aí. Esse é um lado, mas por trás tem também a minha história.

Alguma parceria prevista para os próximos trabalhos?

Lauri Ylönen: Não temos planos, já fizemos várias colaborações, a maioria com bandas finlandesas, como Ville Vallo, a ex-vocalista do Nightwish (Anette Olzon) e Apocalyptica. No futuro eu não sei, seria divertido ter alguém de outra língua, quem sabe como português ou francês. Estamos abertos para essas ideias.

Mas qual seria sua colaboração dos sonhos?

Lauri Ylönen: Com o Alice Cooper.

Aki Hakala: Talvez algo como aquela música “Where The Wild Roses Grow”, do Nick Cave & The Bad Seeds com a Kylie Minogue, é uma ótima balada e dueto. Talvez algo assim, fazer uma balada dark.

E quais são suas influências musicais?

Lauri Ylönen: Sempre fui um grande fã do Weezer, das músicas deles. Eles têm algo especial que nenhuma outra banda tem em sua melodia e música. É muito especial para mim.

Aki Hakala: Quando eu era criança e vi Mötley Crüe e outras bandas do estilo tocando na MTV, foi algo muito grande para mim. Eu gosto de bateristas que tem bastante energia, como o Dave Grohl e o baterista do Muse (Dominic Howard). Você não escuta esse tipo de bateria nas rádios hoje.

E pra quem quiser curtir a entrevista na íntegra e com som original, só clicar aí embaixo.

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Quem escreveu isso?

Jornalista. Criadora de neologismos. Ama fotos mas odeia sair nelas. Adora chás, chocolates, livros e dias de chuva, de preferência tudo junto! Sempre busca o elemento Tim Burtoniano das coisas. Gosta de Heavy Metal, mas não nega alguns Guilty Pleasures (confessa, você também tem!).