Games Inc #1 | Sequências, reinícios e tendências

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Olá, pessoal! A partir de hoje, eu, Nitay Martins, estreio aqui, no Mundo Blá, uma coluna cheia de Demongorgons, ops, cheia de novidades sobre o mundo dos jogos eletrônicos e dos jogos não tão eletrônicos assim.

A coluna será dividida em 4 partes:

  • What’s new – Informações sobre os novos seriados, jogos que estão disponíveis (ou ainda não) nas principais plataformas 9 ¾ eletrônicas;
  • (Re)Play – Que tal relembrarmos aquele jogo que vale dar um play ou um até mesmo um replay?
  • Made in Brazil – As novidades sobre o mercado dos jogos e seu desenvolvimento aqui no Brasil;
  • Jogando (off)line – Discussão sobre jogos de tabuleiro (Boardgames) e/ou jogos de cartas (Tranding Card Games).

Agora com tudo explicado, vamos ao que interessa:

WHAT’S NEW

Tivemos alguns grandes lançamentos nesse mês de outubro. Vamos a dois deles, os quais destaco aqui e que estou empolgadíssimo para jogar:

MAFIA III

Se passando em New Bordeaux, uma representação de New Orleans, e com a essência do sul dos EUA, o jogo tem a delicadeza de retratar o zeitgeist – específicamente o ano de 1968 –, um momento marcante para a época contemporânea do ocidente. Vemos dentro deste belo e violento jogo a positividade e energia do movimento “flower power” e da positividade do Rock ‘n’ Roll (Elvis, Elvis, Elvis!) como forma das pessoas se expressarem, mas vemos também o lado sombrio do racismo (a forte presença de ceitas como a Ku Kux Klan dentro do jogo), da guerra e da escalada de problemas – como a violência e a intolerância –, que até hoje perduram no mundo.

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O jogo do estilo action/adventure possui um mapa maior que a soma dos mapas dos seus antecessores (Mafia I e Mafia II) e permite que os jogadores tenham a liberdade de escolher a melhor forma de resolver seus desafios. Como exemplo, podemos utilizar armas ou utilizar métodos silenciosos para chegar ao final de uma missão. É possível também dominar áreas da máfia italiana e destacar um de nossos tenentes para controlar o local. Por fim, um dos destaques do jogo são os carros. Eles possuem semelhança com carros da época, desde a direção, até os efeitos sonoros.

E com quem jogamos afinal? Estamos na pele de Lincoln Clay, um órfão e veterano da guerra do Vietnã, que tem a missão de construir uma organização mafiosa para enfrentar e derrubar a mafia italiana. Mafia III foi lançado no dia 7 de outubro e se encontra disponível para PC/MAC, XOne e Playstation 4.

Veja abaixo o trailer do jogo:

BATTLEFIELD 1

Como a nova entrada da franquia, Battlefield 1 reinventa a história das batalhas da primeira guerra mundial. Com cenários e ambientes dinâmicos, cada batalha se torna única. Imagine a possibilidade de chegar à cavalo, em uma batalha dominada por tanques de guerra nos alpes franceses?

De acordo com Daniel Berlin, lead designer do jogo, os cenários do modo campanha terão ambientes maiores e mais detalhados, dando a possibilidade aos jogadores de escolherem novos caminhos para completar os níveis, além de disponibilizar amplas possibilidades de combate. Também os jogadores poderão controlar vários soldados durante a campanha. Somente no prólogo, quando um jogador morrer, ele assumirá o papel de outro soldado ao invés de recomeçar de um checkpoint. Quando o jogador morrer, o nome de um soldado real aparecerá na tela junto com o ano de seu nascimento; com isso, o jogo terá uma forma de homenagear os veteranos da primeira grande guerra. Falando sobre a grande guerra, diferentemente dos seus antecessores, o jogo contará com várias histórias da mesma, como uma antologia.

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Mas e o multiplayer? Está planejado para que cada sessão de jogo suporte até 64 jogadores. O novo sistema de esquadrão permite que os jogadores entrem e saiam de servidores juntos. Também, segundo Berlin, jogar sem estar em um esquadrão deixa o jogo bem mais difícil, forçando o jogador a participar e a trabalhar em equipe, para obter bons resultados. Battlefield 1, que foi lançado em 21 de outubro para PC, XOne e PS4, contará, além do modo campanha, com o modo multiplayer com 9 mapas e 6 modos de jogo, tais como “Conquest”, “Domination”, “Operations”, “Rush”, “Team Deathmatch” e “War Pigeons”, onde os times lutam para proteger pombos treinados para mandar mensagens por eles e chamar reforços de artilharia.

Veja, logo abaixo, o trailer do jogo:


(RE)PLAY – Oceanhorn

Para quem curte um bom jogo como The Legend of Zelda: Wind Waker, Oceanhorn: Monster of Uncharted Seas é um jogo que se deve jogar. Com um enredo cativante, muitos quebra-cabeças e bastante ação, temos um Action RPG “bacanudo”, para passarmos horas jogando.

No continente de Arcadia, temos as ilhas misteriosas de Uncharted Seas. Cada uma destas ilhas possui segredos diferentes, os quais levam os jogadores a novas e inexploradas localidades. É inegável a semelhança entre o jogo e jogos da franquia Zelda, principalmente o Wind Waker, por sua semelhança visual. Desde o estilo de exploração e a obtenção de itens para a continuidade da aventura, até o combate contra chefes, temos flashbacks dos momentos, os quais passamos ajudando o Link a salvar Hyrule.

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O jogo tem cerca de 14 horas de duração, muitos momentos marcantes e uma história muito divertida e empolgante. Os controles são simples e fáceis de aprender, o nível de dificuldade é moderado e os gráficos são belíssimos. Vale a pena jogar esse “Zelda”, o qual está disponível para PC, XBOX One, PS4 e IOS. Veja abaixo o enredo e o trailer do jogo:

“Há muito tempo, as ilhas de Uncharted Seas formavam o poderoso reino de Arcádia, e seus habitantes possuíam um forte vínculo entre engenharia e magia. Era uma terra próspera, tomada por uma era de luz e muitas descobertas científicas. Mas uma guerra se iniciou, quando um temível Arquimago tomou para si um poder obscuro que estava escondido no fundo do oceano… um poder que jamais deveria ter sido despertado. Logo, a luz do mundo e do coração dos homens desvaneceu e a próspera sociedade desapareceu na escuridão. Depois dessa catástrofe, três poderosos monstros marinhos surgiram e, embora poderosos, dois foram derrotados por bravos guerreiros, mas um ainda vive até os tempos atuais: Oceanhorn, uma criatura nascida do poder da luz negra, obtida pelo Arquimago.

O herói deve se aventurar por estas diversas ilhas em busca das relíquias sagradas ancestrais da Antiga Arcádia, para poder encontrar Oceanhorn e descobrir o que aconteceu com seu pai, que foi em busca do temível monstro.”


MADE IN BRAZIL – GUTS e a Flux Game Studio

G.U.T.S. – Gory Ultimate Tournament Show é um jogo de luta e de muito desmembramento. Isso mesmo: des-mem-bra-men-to! Não leram errado: nenhum competidor de GUTS, o reality show mais quente de 2067, para de lutar quando perde um membro – a luta só para quando eles não tem mais nenhum! No jogo, desenvolvido pela brasileira Flux Game Studio, os personagens lutam e se esquartejam até virarem cotocos sem braços e pernas, em lutas bem balanceadas e competitivas.

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O gameplay inovador, que altera os golpes dos personagens conforme eles têm seus braços e pernas arrancados, traz um sopro de renovação e criatividade em um gênero de game bastante complexo e enraizado em mecânicas sólidas. GUTS constrói em cima do equilíbrio dos melhores games de luta e traz humor e diversão extraordinários com sua violência cômica. Arrancou o braço do seu oponente? Sem problemas, utilize esse mesmo braço para dar um golpe nele!

Quem foi à BGS (Brasil Game Show) desse ano pode ver e jogar o jogo em primeira mão ao visitar o estande da Flux Game Studio. Quem passou por lá, pode também participar do primeiro campeonato do game. Vale destacar que GUTS visa se tornar o primeiro e-Sport de luta brasileiro.

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UM POUCO MAIS SOBRE A HISTÓRIA DE GUTS

Imagine uma sociedade ultra-capitalista, no ano de 2067, onde um cientista descobre que, ao ficarmos expostos a níveis extremos de violência na televisão, ficamos saudáveis e pacíficos. A violência na TV passa a ser permitida e as celebridades que participam desses jogos brutais são extremamente endeusadas! Desmembrar o seu oponente em um programa de TV não parece a coisa mais normal do mundo, mas tente imaginar toda essa violência misturada com alto nível de humor.

Cada personagem tem sua história e um motivo para estar competindo no show. Coloque um padre marombeiro para lutar contra um lenhador, que também é um ativista pelo meio ambiente para poder cortar as árvores ele mesmo, e mantenha a audiência e o apresentador de GUTS entretidos – caso contrário, ele poderá adicionar algumas surpresas à luta, como serras e lava no meio do cenário! Tudo é válido para manter o show divertido para os espectadores e jogadores!

Misture um jogo de luta com desmembramento, diversão, violência, personagens únicos e gore, e temos então GUTS. O jogo tem previsão de lançamento para o segundo semestre de 2017 para PS4, XOne, Windows e Steam. Para mais informações, é só acessar o site do jogo, o playguts.net.

Gameplay Trailer:

A FLUX GAME STUDIO

A empresa brasileira por trás do jogo GUTS desenvolve jogos sempre focados em criatividade e diversão, gerando momentos memoráveis aos jogadores. Utilizando técnicas modernas de desenvolvimento, a empresa já criou mais de 60 projetos entre jogos autorais ou para clientes, sempre proporcionando experiências únicas que prendem a atenção dos mais diversos gamers.


JOGANDO (OFF)LINE

Com o mundo cada vez tecnológico, achávamos que os jogos de tabuleiro, como aquele Banco Imobiliário que tá lá na casa da vovó, iriam desaparecer. Mas é aí que estávamos enganados! Com empresas como a Galápagos Jogos, a Copag e a Devir, o mercado está cheio de novidades e com jogos (offiline) incríveis, com os quais podemos reunir a galera no fim de semana e passar horas jogando. E bota horas nisso! Nesta parte da coluna, falarei um pouco desses jogos e como eles estão se destacando aqui, nas terras tupiniquins. Este mês, eu pularei os Boardgames e falarei diretamente dos TCGs.

TRADING CARD GAMES OU TCGs

Os jogos de cartas estão cada dia mais competitivos, e não estou falando sobre truco ou poker. Estou falando sobre três jogos que estão presentes no Brasil e que, a cada dia, mais se expandem por aqui: Pokémon TCG, Magic The Gathering e Yu Gi Oh. E o assunto deste mês é… Pokémon TCG!

POKÉMON TCG

É um jogo de cartas colecionáveis baseadas nos jogos de videogame de mesmo nome. O jogo é atualmente publicado pela própria Nintendo e distribuído aqui no Brasil pela Copag. Com a distribuição brasileira, as cartas vêm traduzidas em português e seus pacotes têm um custo reduzido. É possível comprar as cartas avulsas (em lojas especializadas), em pacotinhos – com 5 cartas cada –, em decks pré-montados – já prontos para jogo – ou até em caixas temáticas, as quais contém até miniaturas de alguns Pokémons!

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O jogo tem um ambiente competitivo e dentre os campeonatos vistos aqui no Brasil, o que se destaca é a Liga Pokémon, campeonato no qual os melhores jogadores disputam o troféu de Mestre Pokémon e um prêmio em dinheiro.

E como, então, os jogadores treinam para esses campeonatos?

Além de jogar entre amigos e em campeonatos locais, é possível jogar online. Lá, pode-se resgatar pacotes de cartas com códigos promocionais disponibilizados ao comprar cartas físicas e montar os mesmos decks que jogamos no mundo real.

O MERCADO DAS CARTAS

Como em todo TCG, cada carta tem um raridade. Há também as cartas que são muito jogadas e outras que só servem para colecionadores. Cada uma dessas cartas tem um preço e este preço flutua dependendo da oferta e da procura. Baralhos competitivos geralmente são compostos por essas cartas raras e o preço de um baralho desse pode ultrapassar os R$500,00. Mas não se assuste, pois esse é um dos jogos de carta mais baratos de se manter.

O JOGO

Cada jogador possui um baralho de 60 cartas e, em cada partida, os jogadores devem separar as 6 cartas do topo de seus baralhos para servirem como prêmios. Ao derrotar os Pokémons do oponente, o jogador ganha uma quantidade de prêmios dependendo da regra da carta e ao coletar os 6 prêmios de sua pilha, esse jogador ganha a partida. Também se ganha o partida ao derrotar todos os Pokémons do oponente ou então se o mesmo não puder comprar uma carta do baralho, por este ter acabado.

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E aí, já jogaram Pokémon? Isso foi um resumo simples desse belo jogo, que é bem fácil de aprender e não precisa de muito investimento para entrar no cenário competitivo, por mais que baralhos possam atingir um valor acima de R$500,00 (vocês vão entender o porquê, quando eu falar sobre Magic, hehe).

Esta foi a primeira edição da coluna Games, Inc. Deixe seu comentário e conte-nos o que achou! Com o tempo, ela só tende a melhorar!

Até o mês que vem!

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Quem escreveu isso?

Gamer desde pequeno, viajante de carteirinha, Cientista da Computação, amante de músicas e de dias chuvosos, vê nas palavras a melhor forma de interpretar o cotidiano e nos jogos uma das melhores formas de diversão.