Resenha | Doctor Who Especial: The Return of Doctor Mysterio

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Depois de um ano de abstinência… FINALMENTE Doctor Who retorna… Bom, já tô meio atrasado mesmo (longa história, meu PC tava zuado), então… vamos nessa!

VOCÊS VIRAM AQUELE SPIN-OFF DO DOCTOR WHO? “CLASS”? PELO OLHO DE AGAMOTTO, QUE BAGULHO CHATO! EU NÃO GOSTAVA DE SÉRIES ADOLESCENTES QUANDO EU ERA UM, IMAGINA AGORA, QUE SOU VELHO?!

Iniciando quase que imediatamente após os eventos do último episódio (lembrem-se que era “The Husbands of River Song”, que o yours truly aqui NÃO comentou, pois estava frustrado com a restrição de imagens #ProntoFalei), o Doutor encontra uma criança e ela acidentalmente engole uma Jóia do Infinito gema com poderes para conceder desejos e o menino se torna… Son Goku, do grotesco DragonBall Evolution (horrível adaptação live action hollywoodiana para o cultuado manga de Akira Toriyama, produzido em 2009)! Sério, é o Justin Chatwin (protagonista da aberração há pouco citada). Quando eu vi, eu pensei “pelas barbas de Odin! Por que o Superman do universo do Doctor Who tem que ser o Goku Americano?!” Porém, o filme não é (totalmente) culpa dele e ele até está muito bem como Grant.

Depois de passar 24 anos com River (para deixar ela morrer em “Forest of the Dead”, coitada), Doutor retorna para investigar (mais) uma possível invasão alienígena, junto com seu novo parceiro, Nardole (Matt Lucas, reprisando o papel do episódio anterior), e conhece Lucy Lombardi, uma repórter à “Lois Lane”. Juntos, eles descobrem que os “alienígenas do dia” são seres que parecem cérebros e estão abduzindo corpos de pessoas na Terra. E quem salva o dia é Ghost, a identidade secreta de Grant.

Não, Bill! Vai embora! Só ano que vem!

Ok, primeiro lugar: Doctor Who e super-heróis não combinam. Eu sei que estamos num universo fantástico, mas… sejamos sinceros, o bugdet não é o suficiente. Cara, eu vi efeitos melhores em Smallville (série televisiva exibida entre 2001 e 2011, focada na juventude do Superman), e eu nem assisti mais do que uma temporada. Segundo lugar: o fato dos alienígenas abrirem a cabeça na transversal… é igual ao do “Husbands of River Song”? Tô com preguiça de ver, mas… são parecidos, não?

O mais importante, porém, é que Steven Moffat (roteirista e atual produtor de Doctor Who) mostra que ele poderia escrever uma ótima história sobre o Superman. Todos os elementos estão lá. Até os nomes Shuster e Siegel (sobrenomes dos criadores do kriptoniano) são mencionados ao longo da história, como um easter egg. Aliás, a atriz Charity Wakefield, como Lucy, está sensacional, em vários sentidos. Além disso, há algumas referências ao Homem-Aranha, como o momento óbvio do Grant criança explicando sobre ele, assim como a famosa frase “com grandes poderes, vem grandes responsabilidades”.

O fato é que este episódio se passa logo após o da River, para justificar a tristeza do Doutor. Tristeza essa que deveria ter sido por ter perdido a Clara; porém, como a saída que eles encontraram para que ele parasse de destruir tudo para salvar a Garota Impossível foi fazê-lo esquecê-la, então… a substituta foi River Song. Tipo, claramente, quem passou a noite com ela no Delirium… foi o Doutor encarnado por David Tennant. Contudo, como ele saiu da série, ficou claro que era o Matt Smith… Eu achei fantástico vermos, finalmente, o Delirium, só que… “matar” a River foi só uma desculpa para dar um sofrimento ao Doutor, como um paliativo, pela falta da Clara (que ele não lembra mais quem é).

Não faça nada que eu faria… mas também não faça nada que eu não faria.

E sim, eu sinto falta da Jenna Coleman. Cogito até mesmo ver sua nova série, sobre a Rainha… er… sei lá qual delas. Só me importa o fato dela estar na série. Diabos, quase fui assistir a Quem Eu Era Antes de Você (Nota do Editor: o nome correto é Como Eu Era Antes de Você. De nada!), aquele filme *censurado*, *censurado* do *censurado*, só porque eu a vi no trailer. Ultimamente, contudo, não assisto a nada, então… a série dela fica para outro dia. Nardole é melhor adição possível, neste momento. Sua personalidade é extremamente oposta à do Doutor, o que o torna um contraponto divertido ao Senhor do Tempo.

Claro que o Doutor salva o dia e Grant fica com a mocinha… Isso tudo era previsível (até mesmo o fato que um dos aliens escaparia), contudo o que fez desse episódio algo bom… foi ver um Doutor “feliz”. Desde que assumiu, Peter Capaldi tem sido um Doutor sensacional… Contudo, muito sombrio. Sempre muito sério. Sisudo. Eu sempre digo isso, meu Doutor favorito era o Matt Smith, então, prefiro meus Doutores mais animados. E ver Peter como um Doutor extremamente caótico me fez mais feliz. (Quando ele ri e Nardole fala “eu não gosto dessa risada”, é exatamente o tipo de coisa que eu quero ver em Doctor Who).

Então… Até… a nova parceira… que não é uma Clara… e parece bem chata… aparecer… Pelo menos, temos Nardole, que salvará o dia. Assim sendo, até o começo da nova temporada (…que deve somente começar depois de agosto)!

KEEP ON ROCKIN’, DOCTOR!

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Quem escreveu isso?

, a identidade secreta do Captain Man, é o último sobrevivente de um planeta moribundo. Foi exposto a Raios Cômicos e mordido por uma marmota radioativa. Treinou por anos com os maiores mestres de artes marciais e tem cinco doutorados (mas nunca terminou a faculdade). Agora, dedica sua vida a criticar tudo, como todo velho ranzinza.