Doctor Who 10×12 The Doctor Falls

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Minha nossa! Fazia tempo que um season finale de Doctor Who não me deixava tenso! Tanto para falar, tão pouco tempo…

OUTRA HISTÓRIA ROMÂNTICA MELOSA ONDE TODO MUNDO MORRE

Vamos começar do começo: será que, algum dia, algum companion terá um final feliz decente? Na série clássica, era normal eles falarem “bom, eu vou embora” ou simplesmente acreditarem que o Doutor morreu e seguirem em frente com suas vidas. Na série nova? Ninguém se salva (exceto a Martha). Rosie está em outra dimensão, Donna teve suas memórias apagadas, Amy e Rory foram abandonados no passado, Clara morreu (e reviveu e precisa voltar a morrer) e agora Bill (Pearl Mackie) se juntou à mina do primeiro capítulo e vai viajar pelo espaço/tempo como ser de “água”. Tudo bem, é um tipo de final feliz (eu definitivamente iria com a mina do primeiro episódio), mas… ela não poderia ter simplesmente voltado à Terra? Tinha que sofrer 10 anos, virar um cyberman? Caramba. E os seus amigos na Terra? E a mãe adotiva (que não se importava muito com ela, mas tanto faz)? E toda aquela história da mãe dela?! E o Nardole (Matt Lucas), que terá que ficar se preparando para enfrentar a próxima leva de cybermen?

Ao longo da temporada, tivemos um tipo de regeneração (não no sentido… literal) de Missy (Michelle Gomez). O fato é que ela estava completamente errática, não ficava claro o que ela estava fazendo no episódio. Estava do lado do Doutor (Peter Capaldi) ou do Mestre (John Simm)? Ou estava completamente maluca? A pior parte é que, no final, ela realmente se regenerou… apenas para ser alvejada pelas costas e não conseguir se regenerar. Claro que é genial, já que o próprio Mestre fala que esse seria seu fim, esfaqueado pelas costas por ele mesmo, porém me parece um desperdício de desenvolvimento de personagem, quase como se o Chris Chibnall (próximo produtor de Doctor Who) tivesse falado ao Steven Moffat (atual produtor): “não, eu quero usar o Mestre como vilão de novo” (porque, obviamente, apesar dela não ter se regenerado, esse não será o fim do Mestre/Missy… ele já morreu permanentemente antes).

“Vamos, não seja tímido, pode falar sua opinião!”

O episódio foi longo, aconteceu muita coisa em pouco tempo. Talvez, eles devessem ter feito o season finale em três partes, ao invés da saga dos monges (cujo final foi bem fraquinho). Ou não, talvez três partes ficasse esticado demais. Aliás, ao invés de explodir tudo, o Doutor não poderia ter se regenerado e matado todos os cyberman, assim como o Décimo Primeiro fez com os Daleks em “Time of the Doctor”? Eu pensei que ele faria isso, só para explodir tudo…

Além disso, o episódio foi um show de referências e easter eggs, desde os cybermen até citações de frases clássicas (“I don’t want to go”, do Décimo Doutor, e “I will always remember when the Doctor was me”, do Décimo Primeiro, entre outros), além do show clássico de interpretação de Capaldi. Eu REALMENTE sentirei falta dele. A melhor parte, no entanto foi o gancho para o especial de Natal: David Bradley (o Argus Filch, da saga Harry Potter) retornará como o Primeiro Doutor, reprisando seu papel de “An Adventure in Time and Space”.

Agora vamos falar do meu fanfic: como eu acho que deveria ter sido o último capítulo de Peter Capaldi! Cara, é a série 10. Eles deveriam fazer um mega crossover, juntar o os atores que estão vivos/inteiros/querem aparecer, como o Matt Smith (11º), David Tennant (10º), Paul McGann (8º), Sylvester McCoy (7º) e o David Bradley, interpretando o Primeiro. E o Matt estaria acompanhado da Clara (Jenna Coleman), porque a história é minha. Seria fácil juntar cada um deles, já que há buracos nas cronologias (Tennant entre “The Waters of Mars” e “End of Time”, Paul McGann… em qualquer momento entre o filme de 1996 e “The Night of the Doctor”…) e ele (12º) perceber que PRECISA regenerar, que é necessário um novo Doutor para um novo tempo…

O ápice da tecnologia: Cyberman!

De volta a série, o fato é que, nas temporadas 8 e 9, a interação Doutor/Clara salvavam qualquer episódio da mediocridade. Eu sei, parece que estou sendo muito parcial porque… é a Clara. Contudo, sejamos honestos: não tinha química entre o Doutor e a Bill. Diabos, tinha mais entre ela e o Nardole, do que ela e o Doutor. E o principal problema foi que estávamos tão anestesiados pela ausência de Doctor Who no ano passado (só o episódio de Natal) que os fraquíssimos primeiros episódios desta temporada foram até aceitáveis. Porém, quando Moffat volta, você percebe… como os roteiristas atuais são ruins. Cada episódio chato. Vilões sem inspiração. Personagens secundários descartáveis. Cadê Madame Vastra, Jenny e Strax? Cadê a UNIT? A Bill não era versátil ou interessante o suficiente para salvar o episódio. Ela era… normal. Isso não é ruim, veja bem, e na mão de bons roteiristas, ela seria excelente, basta ver a Martha (na terceira temporada). Só espero que Chibnall se livre da maioria desses roteiristas… e mantenha Moffat por perto.

O triste momento que percebemos que teremos que esperar até dezembro para ver o final da Capaldi… o fim de uma era… Até lá… KEEP ON ROCKIN’ DOCTOR!

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Quem escreveu isso?

, a identidade secreta do Captain Man, é o último sobrevivente de um planeta moribundo. Foi exposto a Raios Cômicos e mordido por uma marmota radioativa. Treinou por anos com os maiores mestres de artes marciais e tem cinco doutorados (mas nunca terminou a faculdade). Agora, dedica sua vida a criticar tudo, como todo velho ranzinza.