Doctor Who | 10×02 – Smile

214 0

Seguindo diretamente de onde parou semana passada, o episódio começa com uma conversa interessante, com Bill (Pearl Mackie) fazendo aquelas perguntas que… nenhum de nós se fez, como “por que as cadeiras da TARDIS não ficam perto do controle?”, e… Nardole (Matt Lucas) lembra ao Doutor (Peter Capaldi), assim como nós que assistimos, que ele prometeu guardar o cofre… seja lá para quem ou por quê. E claro, sendo o Doutor, ele decide levar Bill para dar um “rolê” mesmo assim (ele tem uma máquina do tempo, o que pode dar errado?).

SABE AQUELE MOMENTO QUE VOCÊ DIZ “O QUE PODE DAR ERRADO?” E DÁ TUDO ERRADO E ATÉ UM POUCO MAIS? TIPO ISSO. E TALVEZ ALGUNS SPOILERS. O QUE VIER PRIMEIRO.

Bill pede para ver o futuro (por que TODAS as companions pedem para ver o futuro primeiro?) e o Doutor nos leva… para algum ponto do futuro. Antes, porém, ele explica rapidamente que a TARDIS o leva para onde ele PRECISA ir, não necessariamente para onde ele QUER ir, algo que, nas últimas temporadas, não estava tão mais evidente. De qualquer forma, somos colocados diante de outra variação do futuro (tudo bem, eu entendo que tudo muda depois de alguns anos, séculos, milênios, mas… caramba). Bom, vamos supor que o fato da humanidade estar fugindo da Terra não tenha a ver com o cofre (e eu acho que tem)… ele deve se passar depois de The End of the World (segundo episódio da 1ª temporada da nova série), que se passa em 5 bilhões no futuro.

Enfim, lá, eles encontram um planeta pronto para ser colonizado, contudo, como vimos no começo do episódio, JÁ havia colonizadores, que foram mortos por robôs que, teoricamente, estavam ajudando a tornar o planeta habitável, e são esses os “monstros da semana” (chamados “Emojibots”).

Doutor, Bill e Emojibot

Vamos, primeiramente, comentar o óbvio: falta sinergia entre o Doutor e Bill, porém, é compreensível, uma vez que eles se conhecem há pouco tempo, diferente da Clara, que ele conheceu… quando ainda era o Décimo Primeiro Doutor (vivido por Matt Smith). (Minutos de tristeza lembrando da morte da Clara e do Décimo Primeiro, minha dupla favorita) *aham* E, com a ausência do Nardole, o episódio fica como sendo o momento de “bonding” dos dois, o ponto em que o Senhor do Tempo e sua nova companion se “entendem”, o que faz sentido. Contudo, sem o Nardole, o episódio fica menos engraçado também.

Nota pessoal: mesmo este sendo ainda o segundo episódio da temporada, já estou começando a ficar triste de pensar que o Capaldi não será mais o Doutor…

O “foretelling” do Doutor explicar que a TARDIS o leva para onde precisa ir culmina em um “cliffhanger” da série clássica, quando o Doutor não sabia controlar sua nave corretamente, que sempre resultava nele parando em uma época (e lugar) diferente do planejado, onde o próximo “problema” apareceria. Fazia tempo que a TARDIS não se rebelava dessa forma ou que o Doutor a controlava erroneamente (eu achava que os 200 anos que o Décimo Primeiro passou entre o começo e o fim da sexta temporada tinham resolvido esse problema), mas é legal a volta desse elemento “clássico”.

Bill come a refeição oferecida pelos Emojibots, enquanto o Doutor está divando no fundo…

No geral, “Smile” é um bom episódio. Doutor feliz (como diz a Missy, “em perigo, ou seja feliz”), a Bill desenvolvendo sua personalidade e o “monstro da semana” com uma resolução interessante. Só achei que deveríamos ter um POUQUINHO de continuidade e, quando os humanos pegam armas de fogo, o Doutor deveria esculhambar com eles, como fazia na 8ª temporada, quando ele odiava soldados… mas enfim…

Até o próximo episódio que, de praxe, se passa no passado (é sempre assim como uma nova companion: primeiro para o futuro, depois para o passado)… KEEP ON ROCKIN’, DOCTOR!

Total 0 Votes
0

Tell us how can we improve this post?

+ = Verify Human or Spambot ?

Quem escreveu isso?

, a identidade secreta do Captain Man, é o último sobrevivente de um planeta moribundo. Foi exposto a Raios Cômicos e mordido por uma marmota radioativa. Treinou por anos com os maiores mestres de artes marciais e tem cinco doutorados (mas nunca terminou a faculdade). Agora, dedica sua vida a criticar tudo, como todo velho ranzinza.