Deuses Americanos – Deidades Vivendo Entre Humanos

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No começo dos dias, antes da tecnologia e dos grandes meios de transporte, os homens viajavam para explorar e conhecer novas terras. Além de levar os insumos necessários para a jornada, esses pioneiros levavam também a sua cultura, seus hábitos, seus deuses. Isso fez Neil Gaiman ter o seguinte pensamento: “Quando eles deixaram esses locais, eles deixaram seus deuses também?”. E assim foi o nascimento de uma das maiores obras do autor: Deuses Americanos. Nada melhor do que ouvir com suas próprias palavras:

Em Deuses Americanos acompanhamos a história de Shadow Moon, um presidiário que é liberado da prisão no dia em que sua esposa e seu melhor amigo morrem em um acidente de carro, em uma situação nada favorável para os sentimentos de Shadow. Perdido, triste, sem dinheiro e sem rumo, o caminho de Shadow acaba se cruzando com o de um misterioso homem chamado Wednesday. Em um segundo encontro, ao que tudo indica não intencional, Wednesday oferece um emprego para o forte e alto Shadow (que na minha imaginação seria perfeitamente personificado pelo ator Joe Manganiello), o de acompanhá-lo no seu dia a dia e trabalhar como seu segurança, com o requisito de não fazer perguntas.

Bilquis – Uma deusa inesquecível para os homens que cruzaram seu caminho

Shadow começa uma peregrinação pelos Estados Unidos onde se encontra com várias deidades em sua personificação humana. Deuses egípcios, indianos, irlandeses, eslavos, como o truculento Czernobog que só aceita participar da missão de Wednesday se após sua conclusão ele puder matar Shadow com uma marretada na cabeça (sem nenhum motivo, apenas por matar), e ainda deuses modernos, nascidos a partir da devoção à tecnologia, à TV, à internet. Deuses novos e velhos para atender todo tipo de culto já realizado pela humanidade.

A consciência de Shadow sobre esse outro mundo que existe dentro do nosso não para de se expandir, quando ele se vê cada vez mais envolvido com os deuses em sua forma humana e com aqueles que deixaram de existir quando foram esquecidos por seus seguidores, não mais adorados, sem que suas lendas fossem contadas para as próximas gerações. E Wednesday convoca algumas dessas entidades para uma batalha de deuses na Terra, até revelar sua verdadeira identidade para Shadow.

Gaiman descreve de forma detalhista os lugares, muitos que realmente existem, por onde Shadow e Wednesday passam durante sua aventura. E além da história principal, é possível acompanhar também pequenos contos paralelos sobre a presença de alguns deuses na Terra, deuses irlandeses, judaicos, africanos e a sua relação com os humanos. Em um só livro podemos conhecer a cultura mitológica ancestral de diversos povos descrita de forma mágica pelo autor.

Cartaz promocional da série

Os fãs da obra podem se animar ainda mais com o anúncio da série inspirada no livro, com estreia prevista para o dia 30 de abril nos Estados Unidos. Histórias não faltam para preencher cada episódio e já existe muita expectativa em cima dos produtores, para saber se eles vão conseguir captar e reproduzir a essência de tantos personagens complexos em cenários reais e oníricos. Mas enquanto a série não começa, para quem não conhece vale a pena devorar cada página do livro que traz uma combinação emocionante de tramas.

Ficha Técnica

Livro: Deuses Americanos

Autor: Neil Gaiman

Páginas: 576

Editora: Intrínseca

ISBN-10: 8551000721

ISBN-13: 978-8551000724

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Quem escreveu isso?

Jornalista. Criadora de neologismos. Ama fotos mas odeia sair nelas. Adora chás, chocolates, livros e dias de chuva, de preferência tudo junto! Sempre busca o elemento Tim Burtoniano das coisas. Gosta de Heavy Metal, mas não nega alguns Guilty Pleasures (confessa, você também tem!).