16 Trilhas Sonoras Inesquecíveis

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A música sempre fez parte de nossas vidas e, vez por outra, somos surpreendidos com uma trilha sonora ou com uma única canção que torna um filme inesquecível para nós.

Pensando nisso, decidi fazer uma lista com algumas das trilhas que mais marcaram alguns filmes que assisti. Se não concorda com alguma das trilhas da lista, comente com a que sentiu falta. Será interessante conhecer o que pensam os leitores.

Vamos à lista:

16 – Purple Rain (idem)

O filme, como um todo, é um grande videoclipe, e a trilha sonora é recheada de grandes canções. Afinal, estamos falando do único filme estrelado pelo músico Prince Rogers Nelson (falecido em 2016), um dos reis do pop, um artista incrível e que era conhecido tanto pela sua genialidade quanto pela excentricidade. “Purple Rain” dá nome à música e ao filme, que foi inspirado na experiência de vida do próprio Prince, mas com algumas “licenças poéticas”, para melhor se encaixar na linguagem cinematográfica. Foi também seu único trabalho como ator, embora a experiência com cinema não fosse estranha a ele. O artista fez a trilha sonora de Batman, de Tim Burton, além de ter músicas nas trilhas dos filmes Happy Feet e Showgirls. Aqui, o trecho extraído do filme.

15 – Chariots of Fire (Carruagens de Fogo)

A trilha sonora composta por Vangelis para esse clássico do cinema é uma das mais emblemáticas da sétima arte. O filme narra a epopeia de dois atletas ingleses para chegarem às Olimpíadas de 1924, em Paris. Um deles, Abrahams (Ben Cross), é descendente de uma família judia com boas posses e contrata um treinador. O outro, Lidell (Ian Charlesson), é um missionário escocês que corre pela glória de Deus, usando seu dom natural. A música-tema alcançou tal grau de reconhecimento, que foi seguidamente utilizada para casamentos ou formaturas, pois sempre é associada a situações de superação.

14 – The Good, The Bad and The Ugly (Três Homens em Conflito)

Um dos grandes clássicos do spaghetti western dirigido por Sergio Leone, ídolo, entre outros, de Quentin Tarantino, tem na trilha do genial Ennio Morricone um de seus trunfos. O filme conta a história de três homens, Blondie/The Good (Clint Eastwood), Sentenza/The Bad (Lee Van Cleef) e Tuco/The Ugly (Eli Wallach) que tentam, alternadamente, passar o outro para trás, na busca por um tesouro, fruto de um roubo a bancos que acontecera anos atrás. A sequência final do filme é emblemática e o longa é um dos preferidos desse colunista, fã assumido de westerns.

13 – Philadelphia (idem)

O filme, cuja trilha conta com a música-tema de Bruce Springsteen (ganhadora do Oscar de 1993), narra a batalha do advogado Andrew Beckett (Tom Hanks) contra o escritório de advocacia ao qual fazia parte e fora dispensado, após descobrirem que ele era portador do vírus HIV. Num período em que pouco se sabia sobre a AIDS e que o preconceito aflorava quando se dizia que uma pessoa era soropositiva, é tocante ver a obstinação de Beckett para provar que seus antigos empregadores agiram de forma vexatória, tentando manchar a carreira de um brilhante advogado de forma totalmente inescrupulosa.

12 – Superman (idem)

O filme narra a história de Clark Kent (Cristopher Reeve / 1952-2004), um alienígena que é enviado à Terra quando seu planeta, Kripton, entra em colapso. Aqui, é adotado pela família Kent (fazendeiros de uma cidadezinha no estado do Kansas), recebe o nome de Clark e, quando adulto, vai para Metrópolis trabalhar como repórter no jornal Planeta Diário. O longa é considerado um dos melhores da franquia Superman e o maestro John Williams emplaca mais uma obra nessa lista (ele aparecerá mais vezes aqui). Uma vez visto o filme, é impossível dissociar a música-tema da produção.

11 – Saturday Night Fever (Os Embalos de Sábado à Noite)

Na tendência dos musicais dos anos 70, o filme mostrava a vida de Tony Manero (John Travolta), um jovem descendente de italianos que imaginava se tornar algo além de um desconhecido e que enxergava o caminho para o sucesso nas pistas de danças. A trilha sonora, composta pelos Bee Gees, tornou-se tão conhecida, que ajudou a difundir a cultura das discotecas mundo afora. O filme, então, tornou-se um grande sucesso e é praticamente impossível vê-lo fora de qualquer lista que aborde clássicos do cinema.

10 – Raiders of the Lost Ark (Caçadores da Arca Perdida)

Esse clássico de Steven Spielberg, que narra a vida do aventureiro Indiana Jones (Harrison Ford) – que, nas horas vagas, também é professor de arqueologia –, tem na trilha sonora um de seus trunfos. Composta pelo maestro John Williams, o tema principal é marcante e, esteja você onde estiver, ao começarem a soar os acordes iniciais, sua memória o remeterá a histórias mirabolantes e cheias de ação.

09 – The Breakfast Club (Clube dos Cinco)

Eis um caso em que uma única música se destaca e ajuda a fazer a fama do filme. E há que se levar em conta que o filme não é uma obra qualquer. Retratando adolescentes com personalidades tão diferentes, que seria impossível imaginá-los reunidos para qualquer atividade que fosse, eles são penalizados, cada qual por um tipo de problema, a pagar horas extras na escola. Uma vez reunidos, vão descobrindo aspectos que os aproximam e a conclusão dessa tarde de castigo é o que eles decidem chamar de Clube dos Cinco. A princípio, “Don’t You (Forget About Me)”, da banda Simple Minds, nem deveria fazer parte da trilha do filme. Inserida posteriormente, para ajudar a compor a sequência final, tornou-se icônica e catapultou a banda para o sucesso mundial, na primeira metade dos anos 80.

08 – The Sound of Music (A Noviça Rebelde)

O filme conta a história de Maria (Julie Andrews), uma jovem que deixa um convento para ser a governanta na casa da família Von Trapp, cujo patriarca, Capitão Von Trapp (Cristopher Plummer) é oficial da Marinha, possui 7 filhos e é viúvo. Todo o enredo do filme se desenvolve através da trilha sonora (e nem poderia ser diferente, já que é um musical), e ao menos uma das músicas tornou-se tão famosa, que é ensinada em escolinhas infantis. A canção “Dó-Ré-Mi” é mundialmente conhecida, mesmo para quem não assistiu ao filme.

07 – Top Gun (Ases Indomáveis)

O filme, que narra as aventuras do piloto de caças Maverick (Tom Cruise), notabilizou-se pelas cenas de ação com aviões da Marinha Americana e, até pelo estilo videoclipe, fez com que ao menos uma das músicas utilizadas na trilha sonora ficasse eternamente ligadas ao filme, como é o caso de “Take My Breath Away” (Berlin). Vale ainda o destaque para a música-tema “Top Gun Anthem” (Harold Faltermeyer & Steve Stevens).

06 – Amadeus (idem)

O filme, que narra a vida e obra de Wolfgang Amadeus Mozart (Tom Hulce), não poderia ter outras composições que não as do famoso músico austríaco, que viveu entre 1756 e 1791. Considerado um dos mais importantes compositores de todos os tempos, o filme bem descreve a genialidade de sua música, ao mesmo tempo em que narra as desventuras e a tragédia de sua morte precoce. Uma obra-prima do cinema, Amadeus é uma produção que deve ser assistida por todos, e mais de uma vez, se for possível. O destaque vai para a ária de “Queen of the Night”, que faz parte da ópera A Flauta Mágica. Dentre tantas composições maravilhosas desse mestre, é a minha preferida.

05 – Kill Bill Vol. II (idem)

O filme conta a história de Beatrix Kiddo (Uma Thurman), uma assassina profissional que tem que enfrentar várias adversidades para chegar à sua filha, que vive com o ex-marido, Bill (John Carradine). Quentin Tarantino notabilizou-se por dirigir filmes bastante violentos e com várias tramas paralelas que, ao final, encontram um denominador comum, e Kill Bill não foge à regra. Se os filmes de Tarantino se destacam pela ação e violência, a trilha sonora ganha considerável espaço por dar a atmosfera perfeita para que as sequências se desenrolem. Das melhores músicas do filme, destaco “Goodnight Moon” (Shivaree), “Malagueña Salerosa” (Chingón) e “Don’t Let Me Be Misunderstood” (Santa Esmeralda). Merecem destaque também, do mesmo diretor, as trilhas de Pulp Fiction e Jackie Brown, que não entrarão nessa lista.

04 – Forrest Gump (Forrest Gump – O Contador de Histórias)

Essa produção, que mereceu destaque pelos efeitos especiais que inseriam o personagem principal, Forrest Gump (Tom Hanks), como testemunha ocular de vários fatos da história recente norte-americana. Para ajudar a narrar os fatos e compor o ambiente histórico, muitos clássicos do rock foram escolhidos para compor a trilha e o resultado não poderia ter sido melhor. Sobrou até para Elvis Presley e sua dança (que chocou o mundo nos anos 50).

03 – Singin’ in the Rain (Cantando na Chuva)

Outro musical que merece destaque, Cantando na Chuva foi ganhador do Oscar e é a obra-prima de Gene Kelly, famoso artista que nos anos 50 e 60 notabilizou-se por ser exímio dançarino. No filme, Kelly é Don Lockwood, um artista famoso no cinema mudo que tem que enfrentar a transição entre o estilo que o consagrou e as inovações da indústria, cujas produções agora impõe que os filmes tenham som. Lockwood acaba se apaixonando pela jovem atriz e corista Kathy Selden (Debbie Reynolds / 1931-2016). A canção-título do filme tornou-se um grande clássico da música americana (e mundial) e a sequência onde ela é apresentada, durante o filme, é uma das mais famosas de toda a história do cinema.

02 – Grease (Nos Tempos da Brilhantina)

De novo, a trilha sonora toda é ótima, mas “Summer Nights”, um dueto entre os dois principais personagens, Sandy (Olivia Newton-John) e Danny Zucco (John Travolta), é a que melhor representa Grease, cultuado por tantos e um clássico dos musicais modernos. A história se passa no início dos anos 60 e narra os encontros e desencontros de um amor adolescente vividos por Sandy e Danny. Para obter respeito e admiração numa sociedade machista e patriarcal, Zucco abusa ao reforçar o estereótipo do garanhão, aquele que é amado pelas garotas e admirado pelos rapazes, embora, quando a sós com Sandy, seu comportamento seja bastante diferente. Interessante notar como os personagens vão se ajustando, à medida em que a história se desenrola.

01 – Star Wars (idem)

Star Wars é um filme que transcende gerações. Lançado em 1977, era originalmente uma trilogia, mas foi de tal forma cultuado que, rapidamente, se transformou num clássico da ficção científica e hoje já possui 7 filmes lançados, tem outros em produção e gerou derivados da história original, que estreou ou estreará em breve. Além da história original, um dos motivos para tamanho sucesso é a magia com que a trilha sonora composta pelo maestro John Williams arrebatou fãs mundo afora. Esta, que pode ser considerada sua obra-prima, é a minha preferida entre tantas que merecem destaque. Aqui, conduzida pelo genial maestro.

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Quem escreveu isso?

Casado, pai do Eduardo Filho. Músico nas horas vagas (cada vez menos vagas) e fã de filmes antigos. Escreve a coluna Blá Cult, cobre shows, faz entrevistas, é responsável por parcerias e novos projetos no Mundo Blá e apresentador do programa Blá, Blá, Blá... Ufa!!